24 de outubro de 2008

Maravilhosos dias (para não desperdiçar)

Eu ando muito a pé, habituei-me de há uns dois anos para cá, em caminhadas longas diárias e agora estou craque. Mesmo no dia-a-dia não levo o carro atrás de mim. Para além de fortalecer o coração, os pulmões, os músculos das pernas e oxigenar o sangue, também é um excelente exercício mental, pois ajuda a relaxar a cabeça, ordenar os pensamentos e ainda levamos com o bónus de nos depararmos com as mais extraordinárias situações que nos escapariam caso seguíssemos dentro do carro, encalhados no trânsito. É só vantagens, meus caros! (já nem falo no que poupamos em combustível, stress que evitamos, poluição que não causamos...)

Mas não foi para enumerar as vantagens de andar a pé que comecei este post (se calhar até foi). É que estes dias outonais estão tão bons para andar ao ar livre que acho um pecado todas as horas que somos obrigados a viver fechados entre quatro paredes, para cumprir obrigações profissionais. Entramos com o sola mal nascido e saimos já a anoitecer (vai piorar com a mudança da hora). Não é modo de vida!

Hoje tiva a sorte de passar a tarde na rua, no centro de Braga que atravessei a pé. Andar na rua actualmente assemelha-se a visitar o jardim zoológico (sem ofensa!). É fascinante cruzar-nos com diferentes raças, idades, estilos... Cor e originalidade. Braga assemelha-se cada vez mais a uma metrópole. As pessoas deixaram de ser todas iguais. É um gáudio para os olhos. E há situações que parecem cartoons vivos como os últimos e resistentes adeptos ingleses que, apesar da derrota frente ao Braga, não hesitaram em enfiar os pés nas secas fontes luminosas frente à Arcádia e, em tronco nu, apanhar os últimos raios de sol enquanto se afogavam em sucessivas canecas de litro de cerveja; casalinhos de namorados góticos deitados no jardim a trocar carinhos, executivos apressado, de fato, gravata e... ténis, em passo de corrida agarrado ao telemóvel; um avô petrificado, com cara de desenho animado, a olhar para a netinha de poucos meses, no carrinho, que tenta impressioná-lo reproduzindo agudos guinchos, divertida; e depois um misto de estilos de roupa e estações que não deixa perceber se estamos no verão ou no inverno: uns, como eu, ainda têm coragem de se apresentar de meia manga, outros, para além de casacos, até já usam cachecois. Dá-me vontade de rir. E o sol a brilhar e ainda quente...

Bem, só tenho este humilde conselho a dar: saiam de casa, se puderem, desfrutem de tudo isto que é maravilhoso.

3 comentários:

Jorge Rita disse...

Eu (sou) tenho-me como um "preguiçoso crónico"(embora não seja tanto assim) e por norma preciso que me empurrem para fazer as coisas. Aprendi a "gostar" de andar a pé com uma pessoa especial...no inicio eu ainda reclamava mas depois tomei-lhe o gosto e reclamava menos(mas tinha de reclamar!tb faz parte de mim!). Andar a pé é quase como o truca-truca(embora este seja imcomparavelmente melhor) faz bem ao corpo e mente.
Só mais uma coisa, (sem ofensa), tu és muito parecida comigo, andas na rua a ver quem passa e depois imaginas as situações mais hilariantes e absurdas????!!!!
Eu bem me parecia que sim...

flávia disse...

E ainda por cima não me contenho e reajo ao que vejo: ou rindo, ou acenando com a cabeça em sinal de reprovação, ou com a boca aberta de espanto, ..

Isandes disse...

Braga rules!!