24 de novembro de 2009

Não passo sem o telemóvel... e porquê?

Faz-me espécie ver os humanos ocidentais tão dependentes do telemóvel, objecto que abomino. Faz-me ainda mais espécie a corrida permanente pelo modelo mais in (mesmo que não se saiba mexer nele...). Eu só uso o telemóvel porque sou "praticamente" obrigada a isso. Raramente mando mensagens; raramente faço chamadas; raramente os recebo talvez pela lógica da lei da reciprocidade... :-) Detesto quanto o telemóvel toca; sinto-me vigiada, sem privacidade. "Se atendo denuncio-me; se não atendo, também". Também não tenho paciência alguma para escrever e enviar sms. Não há volta a dar... Só uso o telemóvel quando necessito mesmo; não brinco com ele; e a maior utilidade, até, que hoje lhe encontro é como despertador. De resto, para mim, ele representa apenas um vigilante, como um GPS agarrado a mim que permite a qualquer pessoa localizar-me, mesmo que eu queira permanecer escondida (o tal "se atendo, denuncio-me; se não atendo, também"...)

Nesta ordem de ideias, acabei por concluir que há outros objectos quotidianos muito mais imprescindíveis na minha vida que a porcaria do telemóvel e que passo a listar:
  • baton do cieiro - tenho 3 e ando SEMPRE com um num bolso, seja em casa ou fora, porque detesto sentir os lábios secos e porque tenho uma aptidão fantástica para ganhar cieiro, seja no Verão ou Inverno. Se não tenho à mão, ou esqueço-me dele, ou vou a correr comprar um ou improviso...
  • óculos de sol - porque rogo sempre ao Criador por um raio desse astro magnânimo, se ele resolve atender-me tenho que imediatamente me socorrer de uns, sob pena de andar ou com os olhos cerrados à oriental, ou com eles lacrimejantes e a arder... E os óculos são sempre o último reduto do olhar; restituem-me alguma privacidade.
  • blocos de notas - porque tenho a insaciante necessidade de anotar tudo o que idealizo, o que tenho que fazer, que comprar, que hierarquizar ou cronometrar, sob pena de algo me escapar... (é assim que encontro o equilíbrio entre duas características dicotómicas minhas: distraída e metódica); tenho blocos de vários feitios e tamanhos, alguns até temáticos, espalhados por bolsas, mesas...
  • máquina fotográfica (a de bolso) - tem que andar sempre à mão porque volta e meia registo algo (eu agora nem tiro fotocópias a documentos: fotografo-os!) e até a do telemóvel é uma merda...
  • o aloquete do cacifo do ginásio - prefiro esquecer-me do telemóvel em casa do que dele quando vou para lá...
Porém reconheço no telemóvel (e uma vez que não uso relógio de pulso) o papel de relógio de bolso dos tempos modernos - já pensei até em arranjar-lhe uma correntinha para o prender à presilha das calças...

2 comentários:

Isandes disse...

o aloquete deixou-me confusa... eles na fornecem?

Flá disse...

Não.
Oferecem outras coisas boas como professores jeitosos e muiiiiiito simpáticos, aulas divertidas, ambiente porreiro. Eu prefiro escolher, comprar e personalizar o meu próprio aloquete :D q anda sempre cmg como um talismã lol