7 de setembro de 2008

Eurovision Dance Contest - a barraca do juri

Dassss para a Eurovision. É sempre a mesma coisa... não temos sorte nenhuma nesta merda destes concursos. Mesmo quando somos bons. Ou é por não se ter países vizinhos que votem em nós, ou é porque há um juri merdoso... ou é pelas duas razões!

Este ano, e na segunda edição do Eurovision Dance Contest, um "Dança Comigo Europeu" a produção resolveu meter nojo e inventar, introduzindo novas regras... Todos os países tinham que apresentar um par onde um deles fosse figura pública (achei muito bem pois no ano passado alguns paises concorreram deslealmente com pares de bailarinos profissionais, um deles foi o vencedor); Em vez de duas danças, cada país apresentou apenas uma, em que misturasse elmentos de várias danças e inclusive folclore do respectivo país; e arranjaram um juri residente, formado por elementos da Federação Internacional de Dança, para avaliarem as prestações. Ainda assim o público também continuava a votar. A coisa não me cheirou muito bem quando ouvi que os votos do juri formado por... quatro elementos, contavam como quatro países!...

João Tiago, aquele dançarino tesudo que dá vontade de morder, e a brilhante fadista Raquel, fofa como tudo, representaram o que Portugal tem de melhor - paixão e criatividade - desde a coreografia, à música, passado pelo guarda-roupa, e culminando na fogosa interpretação de ambos, estiveram brilhantes, emocionei-me de os ver. Marcaram a diferença no meio daquele circo de cor e saltinhos de países da Europa do norte, leste e central. Do sul só a Grécia e Portugal!!!! Latinos?: só Portugal!!!



8 - 7 - 8 - 7????? Que cagada de pontuação foi esta?
Poderão até ter havido falhas técnicas, mas a dança também não é paixão, entrega? E tudo o resto não conta?: guarda-roupa, música, o carisma, a reacção do público... Cagada de juri...

A merda estava feita, com este resultado partimos para a pontuação do público com 38 pontos negativos (os que a Dinamarca recebeu da soma dos 4 elementos do juri). Partimos com zero pontos! Nem isso foi justo. Porque o último país a ter pontos do juri ficou com quatro e os restantes zero! Só que o juri por países ainda atribui, 3, 2 e 1 aos menos votados! Uma vergonha...

Ainda para mais, muita gente em casa ha-de ter sido influenciado pela votação deste juri de cáca, mesmo que até tenha gostado da nossa prestação. Prova disso é que a Polónia venceu por preferência do público, mas a mais votada pelo juri residente, a Dinamarca, ficou em terceiro...

Outro factor que não pesava a nossa favor é que este ano três países que no ano passado nos deram a pontuação máxima (12) - Espanha e Suiça - e a segunda mais elevada (10) - a Alemanha - não participaram...

Mesmo assim alcançamos um honroso oitavo lugar (no ano passado, sexto) e no compto geral tivemos mais votos dos outros países que no ano passado. A nossa prestação também foi melhor, acredito. Se o concurso tivesse decorrido de forma pura, contando apenas com pontuação do públic, acredito que teríamos ficado num quarto lugar.

Não fosse aquela bosta de juri residente... Mas tenho a certeza que o flop desta nova regra vai fazer a produção do Eurovision Dance Contest voltar atrás e acabar com ele. Até porque é uma falta de respeito para com o público que em casa gasta dinheiro com o seu voto.

2 comentários:

Isandes disse...

Concordo com tudo!!!
E quem escreve assim não é gago (ou disléxico ou quê...) Continua a esgaçar que a malta gosta!
E por falar em malta, hi hi

flávia disse...

eh eh isandes, o q faz falta é animar a malta..

como dizia o Nani: "a equipa dA Malta é perigosa" - n sei se se referia a Portugal ou à dE Malta ;-)