20 de agosto de 2009

Being Chanel

Com a idade, a generalidade das mulheres matura o seu gosto e sensibilidade, que se revê também nos trapos que veste. Se há uns anos achava o estilo Chanel demasiado bolorento e ultrapassado, dirigido a uma faixa etária acima dos 40 ou 50, hoje acho que nunca sai de moda, que faz da premissa "less is more" uma máxima, que relega para os pormenores o toque de distinção, de pessoalidade, valorizando os cortes eternos, os tecidos de qualidade, os padrões simétricos, as cores neutras e firmes como o branco e o preto. Pura classe. Cada vez gosto mais!

Por ter sido eternizado por uma mulher que ousou desafiar a sua era, e porque são tão raras as mulheres que vingam no mundo da moda, sinto cada vez mais admiração por Chanel, a marca que contribuiu sobremaneira para a emancipação da mulher sem masculinizá-la, mas tornando-a poderosa, notada, sem ter que parecer um abajour ou objecto decorativo ao lado de um homem.

E agora a sua biografia (romantizada) está no cinema.

O filme Coco Avant Chanel é MUITO BOM: bem produzido, bem filmado, excelentes argumento, diálogos, interpretações, fotografia, ritmo e um guarda-roupa fabuloso. Uma lavagem aos nossos olhos e sensibilidade! E Audrey Tattou, a eterna Amelie Poulin, está irrepreensível. Aqueles olhos negros, então, inundam totalmente o ecrã.

Se viram o filme O Piano vão gostar. O que têm em comum estes dois? Nada. Só o detalhe de terem sido realizados por duas mulheres. Também são escassas as mulheres que realizam filmes, mas nota-se sempre o "dedo" distinto delas, especialmente porque as figuras centrais das películas são mulheres, outro aspecto raro no cinema.

Conselho amiguinho: coco avant chanel vale bem o dinheirinho gasto no bilhete.

3 comentários:

PontoGi disse...

xiiii, nem acreditas!fui ao cinema e passamos ao lado desse. tivesse eu ca vindo antes...

Isandes disse...

ainda bem k avisas, k na dava nada por ele. (é k já vi 1 sobre ela na TV há 1s dias atrás...)

Flá disse...

o filme é um ganda filme.